11.12.09

Primeiras impressões

Data: 29/11/09
Hora Local (Miami – USA): 00h06
Hora do Brasil: 03h06

Sair 6h da manhã de CWB-GRU não é das melhores coisas, ainda mais sabendo que seu próximo vôo (GRU-MIA) é só meio-dia. Mas por, talvez, sorte, eu fui de primeira classe. Até me senti meio mal com tanto conforto, já tava achando que tinha alguma coisa errada com o bilhete. Mas era isso mesmo, tava certo. Tipo, uma coisa inesperada das boas. E era engraçado demais ver as coroas de laque no cabelo que viajam de TAM pelo status, ficarem me olhando com cara de “como um pirralho desses vai de primeira classe e eu não?” hahahaha enfim, como a primeira classe veio de surpresa, até cedi meu lugar na janela pra uma senhora. Uma pena, porque o nascer do sol foi lindo de ver (mesmo sem estar na janela).

Em SP foi como o esperado. Dormi na cadeira até abrir check-in, e fiquei perambulando até dar a hora do vôo. Mas agora sem primeira classe. Na verdade, fui nas mais ralés possíveis. Sabe aquele assento do lado da porta do banheiro que ninguém gosta? Então, bem desse tipo. E nos Boeing ainda existem 3 fileiras, de 2-4-2 lugares. Eu fui bem na fileira do meio. Pelo menos, era no corredor. Foi bom, porque passei muito frio e ia no banheiro a cada meia hora. Juro! E se tivesse que passar por cima de alguém cada vez, ia ser complicado. Mas foi um vôo tranquilo e cansativo na medida que deveria ser. Oito horas de avião (GRU-MIA) até parece pior do que aquelas 6 horinhas de Curitiba-São Paulo no Cometa da meia-noite executivo.

Bom, meu medo chegando nos EUA era com o Visto, que foi tirado pela Princess, e corria o risco de chegar aqui e ser negado, por eu estar embarcando pela Royal. Mas depois da demora normal esperando na salinha da imigração, onde todo mundo tem cara de terrorista, eu fui liberado. Daí vem aquela novela pra encontrar o shuttle certo pro hotel. E eu não encontrei. Mas até que depois de umas horas caminhando pra lá e pra cá, achei um cara da Royal, justamente o do shuttle, que me orientou a pegar o ônibus certo. (sozinho seria impossível, já que o bendito ônibus não tinha o nome do hotel, como deveria ter e como são os outros)

Viemos em 4 no ônibus, tudo da Royal, mas pra navios diferentes. Dois indianos e uma menina da...da... ESTÔNIA! Olha que louco, ainda não conhecia ninguém de lá. Fizemos o check-in no hotel e... bah! meu quarto só pra mim. Não como da outra vez, com duas camas. Agora só uma cama, só minha. Coisa linda de viver. Aliás, tô aqui agora nessa cama enorme escrevendo esse post. Sabe que eu tô gostando desde já de ser staff? Haha ooooutro tratamento mesmo. Aliás, os guris indianos que eram crew foram pra outro hotel. Achei meio discriminação, mas enfim.. eu gostei do ‘tratamento especial’ até agora.

Ah, e jantei com a menina da Estônia. Bem gente boa, e ela tem um cargo super importante: é gerente dos serviços a bordo pra passageiros e já tá na companhia por 5 anos. E dessa vez naaaada de búfalos e chikens na minha comida como da outra vez. Pedi turkey e veio turkey. Hahaha e pra acompanhar um red wine (à parte da nossa cota paga pela empresa), porque depois de tanto luxo era o mínimo que eu poderia fazer pra manter o nível. Haha


E até agora é isso. Tá marcado pra eu sair do hotel 10h da manhã. Então preciso aproveitar essas 9 horinhas de sono, porque daqui pra frente isso será raaaaaro demais. Ah, e meu porto é o de Miami mesmo, e não em Fort Lauderdale como da outra vez. Uma pena, porque os navios da Princess atracam lá, e isso quer dizer que mesmo que a gente esteja em Miami no mesmo dia, será longe (30km) pra eu ir visitá-los algum dia.

Agora eu vou e depois eu escrevo sobre as primeira impressões a bordo. (decidi escrever agora porque me empolguei com tanto luxo. Haha)

Tiau!