22.2.10

.lá vôeu, lá-vô-eu

Data: 14/02/10
Hora Local (Miami - USA): 15h26
Hora do Brasil: 18h26

Agora tudo volta ao normal. Depois de 2 cruzeiros seguidos de 3 dias e depois de dry dock, finalmente volto a trabalhar pesado. Finalmente nada, porque pra mim tava bom como tava. Cruzeiro passado foi bom. Manu, Pri e Sté com o namorado Rafael, dos tempos da faculdade, vieram fazer cruzeiro aqui. Coisa boa demais ouvir sotaque curitibano, lembrar de histórias da faculdade e conversar sobre a realidade da nossa cidade, da nossa profissão (que é a mesma, lógico, já que nos formamos juntos). Falar literalmente a mesma língua é bom demais. Pena que acabou, ela se foram essa manhã. Mas curtimos bastante, saímos juntos, bebemos, comemos, dançamos, tudo como tinha que ser.

Pra fechar com chave de ouro, hoje fui no Camila’s, restaurante brasileiro. Coisa boa demais comer comidinha com gosto de casa, ver carnaval na Globo Internacional, Video Show, novela da tarde, falar português com o garçom, pudim-de-leite e café preto depois do almoço, com bala de menta ‘roubada’ no caixa. Só seria melhor se desse pra pagar com Real.

Se o tempo passa rápido ou lento eu não sei dizer. Se eu quero que ele passe rápido ou lento, tampouco. Só quero que coisas boas aconteçam, como a visita das meninas. Se alguém mais quiser vir, tá super convidado. Pagando a passagem pra Miami, eu juro que pago o cruzeiro pra quem vier me visitar. Juro!

Tiau. Bóra trabalhar porque carnaval não existe por aqui.

.eva

Data: 05/02/10
Hora Local (Freeport – Bahamas): 04h06
Hora do Brasil: 07h06

Não resisti à tentação. Não tive a mesma sorte que a mulher da costela, porque a minha maçã já veio mordida. BTW, tô feliz com a aquisição. Depois que descobri (um dia antes) que existia desconto de 8% pra funcionários da Royal Caribbean na Apple Store, não pensei meia vez pra decidir comprar o quanto antes. Comprei em Miami Beach, porque não basta ser humilde (mentira – era a loja mais perto). Caía o mundo, tempestade forte. São Paulo deve se orgulhar, porque Miami também alaga. Mas não quis nem saber. Era o último Miami antes de ir (vir) pro Dry Dock e eu não conseguiria resistir mais 10 dias até voltar pra lá. E com os 7% a mais de impostos com menos 8% de desconto, o preço ficou basicamente original. No Brasil eu pagaria o dobro do preço, sem qualquer exagero. Bem, tô feliz. Só me falta agora ir atrás de softwares pra deixar o brinquedo novo mais divertido.

Falando em Dry Dock, a coisa aqui tá corrida (e divertida). Tudo de perna pro ar. Hoje tirei fotos, mas filmo todos os dias. Actualmente (sic) estamos fazendo um documentário da coisa, dia-a-dia. Se eu não enjoar, vai ficar bacana.

Semana que vem a Priscila e Manoela, dos tempos da faculdade, vêm fazer cruzeiro aqui. Bacana! Não vejo essas pessoas desde a faculdade (tss, muito tempo atrás – odeio parecer velho) e por ironia do destino vamos nos encontrar a milhares de quilômetros longe de casa, no meio do mar. E só pra abrir um parênteses (eu nem ia abrir parênteses, mas abri só pra não me contradizer), a porcentagem de pessoas da faculdade que vive fora do Brasil é enorme. Difícil é achar alguém que ainda vive em Curitiba. O mais legal de tudo isso é que ninguém imaginava essas coisas pra vida – mi tampoco.

Tiau. Quatro da manhã e eu preciso acordar às oito. Tenho trabalhado mais do que em dias normais (enquanto a maioria trabalha menos da metade que o normal. Mas como diz a Bianca: - “um dia você ia ter que trabalhar”)

.do ya have to let it linger

Data: 30/01/10
Hora Local (Miami - USA): 03h40
Hora do Brasil: 06h40


Fiquei protelando o post e acabou passando do dia duplamente especial. Na verdade, só lembrei da especialidade dele nessa madrugada sem sono.

Ontem completei 2 meses aqui. Ao mesmo tempo que parece que cheguei ontem, parece também que vivo aqui faz uma eternidade. Mas não me sinto cansado e nem enjoado disso, e acho que essa é a energia certa pra esse momento, pra que eu termine esse contrato sem sofrer tanto.

Ontem também foi um dos shows d’Os Cranberries no Brasil. Um dos 4 shows. Mas foi o dia que eu me prometi chorar agarrado na minha camiseta “south american tour” que eu comprei, mas que ainda nem vi (deve ter chegado lá em casa por correio). Bom, nem chorei. Acho que é porque não tinha a camiseta. Mas quase chorei por lembrar que eu prometi chorar nesse dia. Enfim, antes que eu chore e pareça tiete demais, vou parar por aqui no assunto. Mas depois de 19 anos de história sua banda predileta faz o primeiro show no seu país e você sequer está no seu país pra sequer pensar se quer ir no show é realmente triste.

Na real nem posso chorar. Fui no médico nos dois últimos dias, e tenho que ir hoje de novo. Simplesmente apareceu uma coisa branca no meu olho. Quando notei isso achei que eu tava ficando cego. Corri pro médico. Ele disse que é uma inflamação na pupila. Pelamordedeus (sic), eu nem sabia que isso era possível. Me deu 2 colírios, um tampão de olho e me pede pra voltar sempre no dia seguinte pra ver a evolução. Se não evoluir, tenho que ir num oftalmologista em Miami. Mas pra minha alegria tá evoluindo, a coisa branca tá sumindo. E a única explicação é a lente de contato. Que merda!

Uma parada que eu comentei no twitter mas não aqui, é que semana passada teve Sport’s Deck exclusivo pra crew, plena madrugada. Escalei e joguei futebol (tss, futebol tosco, de golzinho e nem tinha lateral). Na escalada até fui bem. Cheguei no nível 4/5. No futebol, meu time de latinos (eu era o único brasileiro) chegou na final. Empatamos em 1x1 e foi pros pênaltis. Todo mundo acertou, menos eu. Como bom brasileiro, eu era a estrela do campeonato. Pra fazer os times eu só ouvia “o brasileiro é nosso” pra todo lado. Coitados. Eu não quis decepcioná-los, até que joguei bem. Mas na disputa de pênaltis a pressão foi grande em cima de mim, ficaram me vaiando (sacanas!) e eu fui lá e afundei o título chutando na trave. Minha desculpa foi que o navio balançou bem na hora, mas não colou. Tudo bem, primeira medalha de prata numa competição internacional. Tá de bom tamanho. Há!

Daqui 2 dias tem Dry Dock. Trabalhar num navio fora d’água vai ser uma experiência bacana, sem falar que é um porto diferente pra conhecer nas Bahamas: - “Freeport, here we go!”. O risco de acidentes e incêncdio é grande. No último foram 3 incêndios. Vou tentar não morrer em um deles, porque farei parte de equipes de “fire patrol”, que nada mais é do que procurar focos de incêndios ao longo do barco - todo mundo ganha “funções especiais”. Safety first!

Tá passando Casino Royale na TV. Bond vai pra Nassau e no primeiro take aparece o Atlantis Resort & Casino de fundo (não é o cassino do filme – que fica em Montenegro), que por acaso é a mesma visão que eu tenho a cada 3 dias atracado em Nassau (na bem verdade é a Paradise Island).

“I like big butts n’ I can not lie” – nunca pensei que eu fosse assistir Friends.

.what’s the matter, velhinho

Data: 21/01/10
Hora Local (Miami - USA): 17h34
Hora do Brasil: 20h34

“Fala sério
o que é que há

o que falta enxergar
nessa noite de luar
nesse dia devagar”


Eu gosto quando a polaca fala: “eu gosto quando o HG fala ‘estaremos sempre sob a mesma lua’”. Ontem a lua estava amarela, como uma lua de mel. Meu café em pó solúvel, minha fé em nós, meu chocolate de leite, o tempo sobrando e a brisa no rosto do back deck. Pequenos prazeres. Poucas vogais.

“Ciao, I dont wanna be ya”.