26.5.09

Esteja no Tejo.

Esteja no Tejo.

Data: 26/05/09
Hora Local (Lisboa - Portugal): 17h00
Hora do Brasil: 13h00


Só pra botar as novidades em dia, to com um novo horário, mas continua uma merda. Continuo na crew mess e não atendo mais os head waiters. Ou seja, 100 dólares a menos por mês. O cruzeiro atual é de 7 dias e estamos com quase 2900 passageiros. Quase capacidade record do navio e estamos acima da capacidade normal, que é de 2600. Isso significa muito mais trabalho e esperança de mais dinheiro no bolso pra todos.

Tinha mais alguma coisa que eu precisava contar mas que agora não lembro. Ah, o FDP do Ass. Maitre D’ nos tirou os day offs. Ou seja, “folga” nunca mais. FDP ao quadrado elevado ao dobro dos catetos opostos dispostos na terceira pessoa do singular indignada com o subjuntivo adverso contraposto à teoria quântica da relatividade cognitiva.

E é foda saber que agora a Camila lê o blog, e pra piorar ainda fica me corrigindo. Hahaha enfim, eu só fico com vergonha de saber que ela, que esteve aqui, fica lendo agora. Na verdade eu fico com vergonha de tudo, porque até eu quando leio as coisas mais antigas me vejo com cara de idiota. Mas ta, eu devo ser idiota mesmo então me contento com isso.

Hoje saí em Lisboa e ontem em Vigo (Espanha). Lisboa é linda. Bem antiga também, como a Espanha. Fui numa fortaleza famosa (que agora esqueci o nome, mas já lembro), no negócio lá “...de Belém” e no monumento dos descobridores, que também é bem famoso. Algum dos tios esculpidos lá era Pedro Álvares Cabral, mas não consegui identificar qual. E é legal também saber que ele partiu mais ou menos dali, há 509 anos atrás, pra descobrir o Brasil. E o navio atracou no rio Tejo. Coisa linda saber disso. É a mesma história lá dos livros de história, que eu sempre ouvi falar no bendito Tejo e hoje tava eu lá olhando pra ele.

“O Tejo só não é mais bonito do que o rio que passa na minha aldeia porque o Tejo não é o rio que passa na minha aldeia.”

Algo assim, né?

Bem, não fui pro centro da cidade porque não tive tempo. Mas encontrei brasileiros, falei bastante português com os portugueses e me senti bem em casa com isso. É uma delícia escutar as pessoas falando a sua língua, mesmo que com um sotaque bem diferente.

Ora pois, vou-me embora pra Passárgada Digo, pro trabalho.

Tiau!
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